Zhukovsky Svetlana significado do sono
Imagens simbólicas na balada de V.A. Zhukovsky «Svetlana»
Vasily Andreevich Zhukovsky estava destinado a se tornar não apenas o mais brilhante representante do romantismo mundial, mas também o fundador da balada russa. O poeta enriqueceu o género, difundido na literatura europeia, com traços nacionais e encheu-o de novas imagens e símbolos inimitáveis.
Para se convencer disso, basta reler a balada “Svetlana”.
O enredo da obra, emprestado do romântico alemão G. Burger, parece simples. A heroína, esperando o noivo, adivinha a sorte com as amigas na “Noite da Epifania” – ela tem um sonho terrível e, no final, a menina acorda. Mas preste atenção em quão bem o autor seleciona os meios de representação artística, pensando em cada detalhe.
Imagens simbólicas de animais e da natureza desempenham um papel significativo na balada.
A ação da obra começa com a leitura da sorte, o que, como se sabe, é considerado pecado. Sentada em frente ao espelho, Svetlana já sente tensão, “o medo turva seus olhos”. O cenário do sonho em que ela mergulha também não é um bom presságio: “Há um círculo nebuloso na lua”.
A neve está caindo em pedaços.”
O principal prenúncio de uma terrível tragédia é a imagem sombria de um “corvídeo negro” pairando sobre o trenó de Svetlana: “O corvo grasna: tristeza!” Como leitor, simpatizo com a heroína — Quero ajudá-la ou apenas apoiá-la, porque a atmosfera do sonho se torna cada vez mais assustadora a cada fala...
Mas Svetlana, uma garota brilhante e pura, percebe que cometeu um pecado e “bate na porta com uma oração”.
“Fé na Providência”, segundo Zhukovsky, deveria ser a chave para a salvação da heroína.
Gradualmente, o cenário está mudando.
A natureza já é favorável a Svetlana: “Tudo se acalmou… não há nevasca.” A imagem de uma pomba branca como a neve, simbolizando a esperança de salvação, ajudou-me a prever que um despertar brilhante aguarda a heroína. A menina acorda & #8212; O tempo está lindo lá fora, um trenó se aproxima da casa e nele está o tão esperado “querido amigo”, vivo e ileso.
O mundo real quase nunca se torna fonte de alegria para os poetas românticos. No entanto, “Svetlana” — exceção: aqui a realidade é mais reconfortante que o sonho.
Então, quase todas as imagens que V.A. Zhukovsky acrescenta à sua balada, são de natureza simbólica e juntos formam um belo quadro. Eles se complementam com sucesso, obrigando o leitor a penetrar mais profundamente no conteúdo da obra, pensar no futuro destino da heroína e compreender os pensamentos mais íntimos do autor.
O autor do ensaio — Olesya Churyukina ©
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